20 de outubro de 2012

No meu silêncio despertará
a minha verdade e as minhas vaidades.
Nenhuma gentil sugestão,
insistente confiança da perspectiva,
dominará a clareza
do que eu faço.

Entre os obscuros céus que viajo,
as ousadas colinas em que pouso
se encontram as razões pelas quais persigo
objetivos que desconheço
e sensações que não ouso averiguar:
confio na minha viagem por instrumentos
sem ver
sem antever
sem saber
sem poder
até que o pouso seja inevitável,
se for.

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