10 de novembro de 2014

Suspense nas águas do mar. Bóia subaquática a alga discreta; não flutua, mas bóia. Aguarda a indecisão do oceano; fecha os olhos a dominar a ausência de luz. Espera. Ofusca a expectativa necessária, será que algo virá? Vem a onda, como as outras, a questionar o espaço em si e a essência do movimento: de que difere a onda da ondulação do mar? Passa um saco plástico. Ou será uma água viva? Passa. À espera, um ponto de luz clareia: alguma coisa ao fundo repercute o mistério do sol - deve estar no raso. O raso chega. A areia não decide com a água, não decide com a pedra, não decide com concha, não decide com a caravela quem vai e quem fica. Por fim, a caravela envolvida na alga muda o propósito da alga.

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