24 de abril de 2013

Seus braços longos e retos encompridam o espaço da sua beleza. Escura, seu contorno salta a distância entre o resto e ela. Ela, que só existe quando está, define o longo caminho do início das minhas pernas até o fim do prazer. Sobe em mim qualquer coisa por dentro de onde é inevitável. No meu centro, já fui atingida sem poder esquivar. Sua força dói a extremidade do meu corpo que lhe recusa como ao sol em Copacabana. Faço guarda-sol da minha franja, protegendo meus olhos da desistência eminente às suas maldades. Toda mulher bonita arregaça a segurança de um dia qualquer. Ela me deslisa pelas pálpebras, e a sua velocidade causa um efeito doppler tremendo, e a sua frequência, como não haveria de ser, é relativa. Relativa, toda ela, vai-me matar quando eu souber que à cama basta conquistá-la. Relativa, toda ela, a o quê?, ou a nada? Segura e não, ela se me avança, me desconfia, e desconfia desconfiar-se.

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