Um enorme fluxo de ideias se assoma, para todas as direções, como uma versão atualizada do meu antigo pega-varetas. Conquanto haja tantas possibilidades pelas beiradas de ir retirando pequenos contos, detalhes, tarefas, pensamentos, sentimentos e excessos do caminho, é exatamente ali no meio que se encontra a vareta que me atrai, que me fisga o canto do olhar distraindo a minha atenção plena. É esse jogo incrível de ver através, de ver partes, de ver nas sombras, de observar o emaranhado, que me absorve. Não adianta: desmontando o emaranhado, novo emaranhado surge. Não vê-lo seria, afinal, apenas mais um truque.
[15/4/2025]
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