30 de setembro de 2009

I want you now, I want you now

"As she laughed I was aware of becoming involved in her laughter and being part of it, until her teeth were only accidental stars with a talent for squad-drill."
T. S. Eliot, Hysteria

29 de setembro de 2009

??????????????????????

27 de setembro de 2009

amar às vezes é um silêncio... .

23 de setembro de 2009

ah, sim: e às vezes, naturalmente, você quer voltar
é simples, como andar na corda bamba pra chegar onde se quer: às vezes você olha pra frente, às vezes você olha pro chão

21 de setembro de 2009

Peter and the Wolf? No, no, Peter, the Wolf.

I'll study, and there comes you. I'll lie down, and there comes you. I'll write, and as usual you come. Please, stop.
Wrote on April 4th, found nearby Guadalupe's Church, started like this
I'm putting love somewhere else for you. Not for you, but for me and the incapacity of developing it on you. I'm in love with you. You still love someone else. I could put this on a secret message and bury it somewhere, but honestly nothing will soothen the complete distress caused by this reckless like. Now I've gone and put my love somewhere else. But I love her not. Now we are entagled in some sort of fancy that can't go on because of external impossibilities, and you still wander in my mind, even though I've managed sometimes to put you out of it, and even to put an end in all of this. I don't want to see you any longer. Let's openly make this the distress it really is. I don't want to see you, to talk to you, to be close to you, to touch you. I want years to pass, I want you to be a blank sheet.

13 de setembro de 2009

1975, The Day of the Locust

- I love you.
- Now, don't spoil it.
- It's true, I love you.
- I can only be loved by a man with wealth, and can only love an incredible handsome man. I'm sorry, that's how I am; try to understand.

12 de setembro de 2009

tudo na vida é charles lutwidge dodgson

"And thus it came to pass that I found myself at last in possession of a huge unwieldy mass of litterature – if the reader will kindly excuse the spelling – to constitute the book I hoped to write." L.C.

releitura do post de 26/07

Não consigo escrever. Tenho as pernas abertas; minhas juntas e outras juntas, e o peso do joelho alheio fazendo força na minha mente noutro lado do mundo, como um papel voando, nada além disso. É como se eu fosse uma pedra mole, ou uma moleza pesada num corpo que não me entende - o do outro - he's only searching for my soul, if you get what I mean. Estou sentada, e essa penetração descabida não dói, sequer faz força suficiente, e por mais que esteja em todos os lados, não está em lado algum, é como se muito mais coubesse nessa minha sensação oca de nada; como eu sendo um invólucro vazio de amor, como uma caixa. Amaldiçôo a cama, o chão seria agora uma sensação tão mais própria. Passo a mão pelos cabelos do outro, me descolo, e queria comprar uma tesoura para cortá-los. Tenho uma vontade de machucá-lo por nenhuma razão em particular, na realidade nenhuma razão em absoluto, quero deixá-lo maiúsculo - também não sei o que quis dizer com isso. Penso agora no samba do avião, e no sambinha de ontem e onde você estava?, eu me estrago, estou meio estragada, minhas paredes com um vazio gigantesco, eu estava de salto e calça, eu era linda e hoje eu só queria observar, eu quero te ver sem você ver, como num filme onde eu possa te observar de longe e de perto e tocar suas extremidades sem que você possa sentir. Quero ficar aqui, com essa dor na junta e na virilha, que é típica dessa posição, e quero ficar assim e pensar nos meus amantes desencontrados, enquanto me desencontram, e deixar a cárie agir enquanto esqueço que estou sendo comida. quero ficar assim e pensar nisso sem dormir, nem fazer sexo, mas sei que o sono vai chegar como um cansaço de fricção, de tempo e de tudo, então é como se eu quisesse abreviar minha viagem já e dormir logo. Nunca paro pra pensar no sexo que não devo fazer. Assim, simplesmente pensar, encaixá-lo no quadro da desnecessariedade; torno-o sempre rotina no meio caminho de um lugar a outro. Não quero ficar parada em casa, quero sentir tudo que há. E por conta disso sinto nada, por escolher mal achando que posso tê-lo de qualquer lugar. Depois me vem um sono..