Nothing is happening here, and you can smell the embarassing smell of brains being eated. (I'm trying to sell it before it sells me.) I'm embarassed. Lying on a table where Jesus, the Pope, my family and Mother Theresa examine the curious content of my maniacal mind I study their eyes with that typical pain in the corner of them, bringing pain to the brain apart from that that is already being injected in it by the horrid vision of their overwhelming fake implicit kindness. All is still, and the piece of wood I am is not pretty. Every now and then there awakes the underlying fear of having run too much, for too long and too far away. That bugging sensation of being at bay, that tickling, that light sensation in the stomach which is the heaviest I've felt. All this we've been sitting upon is to fall apart. And I am standing still, still I'm standing, still I'm staying and they do not understand why. I've lost the whole pack of sanity and the previous controlled life. I'm nowhere now and no one wants to find me anymore apart from that body, that other one, that keeps this one going. And I'm being quietly, educatedly raped and torn in this small untransposable world, these immense destroying criminal needs, this fire and this life surrounded by water. And your so wanted hand lies in its pocket, your so appropriate pocket, everything in a pocket, while mine masturbates, I so inopportunetly masturbate, everything here masturbates and I cannot touch her vicious thighs for I do not want to do so. And from time to time I try to convince myself I want it just so, if i manage to do it, I have something I want. I'm all sold out, worn down and gone, and you do not want to stand my stains, I stain, I understaind. Meanwhile(it is, trully, a mean while) I sit and pray, then I remember I do not believe in God and I preach, for it fits better. And I try to want things I can have, but I do not want them, and I'm not that good a storyteller to distract myself.
"Sentir é pensar sem ideias, e por isso sentir é compreender, visto que o universo não tem ideias." F. Pessoa
25 de março de 2009
23 de março de 2009
Geraldo Azevedo em Hard Rock, por que nos gostamos?
Não sei. Acho de certa forma estranho. Um pouco disforme e certamente não se ajusta ao corpo como se fosse natural. Parece Geraldo Azevedo em Hard Rock, ou Foals por Elba Ramalho. Entende? Há uma certa quietude e algo como uma noção de ridículo que não se faz de fato. É só como se se espreitasse e se mostrasse possível, mas não é. E há uma tristeza de alguma coisa que poderia ser, sem ser aquela tristeza das coisas que poderiam ser e não são, só uma tristeza daquilo que poderia ser e não é. Não tristeza exatamente, mas talvez também. Fico nos achando ridículos, sinto muito, você não tem nada com isso. Acho-nos dois bonecos como Barbies, mas sem formas humanas. Dois tamagoshis, e minha hora de comer é a sua de dormir. Minha cama é também algo como um quadro um tanto escuro e violento na sua mente calma. E seu quarto sendo pra mim uma casa, ou eu brincando como se pudesse ser, vira e mexe é. E eu vou pedir desculpas mais uma vez pelos exageros e faltas de timing, mas não é que me arrependa, apenas me perturba perturbar-te, e de repente você parecia na paz celestial dos filhos focadamente dedicados de Cristo, e eu parecia mais uma vez uma filha despreocupada e livre de Lúcifer. Por que pareço entrar sempre de repente e me encostar com demasiada força nos pilares que vão sustentando tudo?, esse nada sustentado, esse Nada sustentato, por que sustentamos esse Nada? Que tantos motivos temos para não jogar fora nossa água fria? E por que é que vamos confiando com demasiadas partes dos nossos corpos na nunca irrecuperabilidade da distância dos mesmos? Enquanto conto o tempo, não sei o que mais conto, e não conto nada, nem nas horas vagas, a não ser as horas vagas e por quanto tempo o serão.
2 de março de 2009
18 de fevereiro de 2009
espaço em branco/[espaço em branco]
Não há nenhum problema, tudo está parado nesse quarto suspenso. Suspensas todas as roupas e os mistérios que você ergueu, todas as pilastras e os pés da cama aos quais você se agarrou, suas unhas e todas as conchas marinhas que você trouxe na volta das férias. Nos lençóis a areia da sua roupa de banho e o cheiro do sol do mar, e tudo o que eu perdi entre os temperos e as ervas que você jogou na minha comida. Todas as algas e as cordas que se agarram aos meus pés, minhas mãos que não costuram suas saídas de praia e suas saídas que também não acompanho mais. O quarto cheira a limpo, eu também. Jogadas no chão as meninas e meninos que consumimos, as Stellas, os Cabernet Sauvignon, Heinekens, nossa Bo(h)emia e os pinguins que trouxemos da Antárti( )a. Tudo o mais que virou besteira e os pedaços de sabão mortos. O Neruda que você não tomou nem leu. Caio Fernando Abreu em edições de bolso e Oscar Wilde em prateleiras fracas demais para seu peso. Também meu peso que medimos mal e todas as balanças que quebramos ao subir em conjunto. Todos os conjuntos cujas barras subimos e todas as barras de todas as grades de todas as coisas que vimos os outros quererem e viverem. Seu cd e o álbum que você deixou no banco do metrô em vinte e quatro de julho de dois mil e sete e a dobra calculada da quina do meu travesseiro. Também me lembro de Mário de Sá Carneiro falando que minha ponte não é a sua e etcetera e tal. E parecia fevereiro naquele dia em abril, mas faz tempo. Não sinto falta, mas também
16 de fevereiro de 2009
11 de fevereiro de 2009
as travas da mandíbula
Também às vezes não tenho nos poros a força para esquecer meu desejo. Tenho-os, ao contrário, expostos e sensíveis, consumindo a si mesmos na impossibilidade do seu corpo. Estou sempre prestes a romper esse silêncio crispado e a tensão do que não podemos fazer. Estou sempre a um passo de desconsiderar meu respeito e meu cuidado com todo o resto. Todo o resto que se foda. Por agora, esses agoras em que mal me seguro, por agora gostaria, com tudo de mim que sente e se rasga, de tirar a razoabilidade da sua mente e te fazer sentir por um segundo que o razoável está nos seus quadris quando os apertar com força. Se não acreditasse na possibilidade, mais ainda, na potencialidade disso, não ficaria arranhando os lados do rosto e segurando com força o cós da calça e as coxas. Poderíamos - não, não poderíamos - fingir que não haveria mal se por um momento, só nosso e que nunca saísse do exclusivamente meu e seu conhecimento, parássemos de desviar os olhares e controlar a respiração. Que ainda hoje não posso olhar para você com a liberdade dos segundos, não posso, tenho apenas dois ou três para saciar toda e qualquer vontade. Mas na realidade gostaria de te olhar com minha respiração e a ponta dos meus dedos. Gostaria de te olhar com a pele do meu rosto, e ser conhecida pelo seu cabelo. Mas tudo isso espera guardado nos bolsos do meu short vermelho listrado.
4 de fevereiro de 2009
you feel like 300
you feel like a sharp spear and you taste like blood. and it would hurt absolutely much to love you less than this, and this is already a fierce and sharp spear and oh how it violently hurts to feel love slowly crawling its way everyday more under my untidy nails. you're adorable
23 de janeiro de 2009
Miscelânia e coisas realmente arrumadinhas
Lembro de quando gostava dos seus dedos esquisitos, e os achava bonitos mesmo que fossem esquisitos. Eram esquisitos, seus dedos, ainda são. Estranhamente casam com esmalte vermelho, mas ficam esquisitos, mas casam. Você casa também, é engraçado, e eu não caso. Eu prefiro ir conversando, sabe, e a gente nem se casaria bem, eu sei. Mas seria um algo e tanto te comer. Porque você faz grandes estardalhaços com as coisas, e eu acharia de uma graça graciosa e cômica, cômica naquele distanciamento do cômico, sabe?, que ri de fora e às vezes sente um orgulho irreprimível por sua imprevisibilidade. De qualquer forma, você descobriria coisas que não sabe e de alguma forma, mesmo vendo-nos dois foguetes em direções opostas, gosto de acreditar que te daria minha liberdade e curiosidade para descobrir seus prazeres, que finjo achar serem mais que seus desprazeres. Enfim, minha pequena, gosto de brincar de achar que caberia bem na curva do meu pescoço, é só, mas é também puro ócio. E mesmo na mentira da paixão, esse fingir, pelo ócio, uma queda maior do que a que realmente é, na mentira da paixão acredito mesmo que te daria minha liberdade e curiosidade, mas acho que não. Talvez o que eu queira seja somente brigar por amor, "amor", "por amor, amor". É o seguinte, Elisa, como escrito no banco do metrô, "Só queria tua cona, Maria. Só cona, mais nada.", entende? Olha, e você, o que queria de mim além do que trago pendurado? O rabo de cavalo, as correntes, a chave do carro e o conteúdo das boxers pretas. Mas é que gosto de fingir amor por fingir, mesmo, nem por me achar bom ator nem por querê-lo de fato, só pelo fingir mesmo. E quando finjo filhos, é exatamente porque não tenciono tê-los, compreende?, argh, odeio mulheres burras. Não, mas teus dedos esquisitos, teus dedos esquisitos, como os acho esquisitos e como em temporadas os quero. Hoje mesmo. E me querem, você sabia?, seus dedos esquisitos. Tenho certeza e disso acho graça. É bom que essas coisas, esses compromissos e essas brincadeiras de casal não duram muito. Algumas até duram, mas acho legal não ficar pensando que daqui a quatro anos
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