24 de maio de 2009

Pronto

Eu gosto muito de verde. Pronto, beijos.

15 de maio de 2009

bored in advance by tomorrow's tobaccoless hours

"That devastating omniscience! That noxious, horn-spectacled refinement! and the money that such refinement means! For after all, what is there behind it, except money? Money for the right kind of education, money for influential friends, money for leisure and peace of mind, money for trips to Italy. Money writes books, money sells them. Give me no righteousness, O Lord, give me money, only money.
He jingled the coins in his pocket. He was thirty and had accomplished nearly nothing; only his miserable book of poems that had fallen flatter than a pancake. And ever since, for two whole years, he had been struggling in the labyrinth of a dreadful book that never got any further, and which, as he knew in his moments of clarity, never would get any furher. It was the lack of money, simply the lack of money, that robbed him of the power to 'write'. He clung to that as to an article of faith. Money, money, all is money! Could you write even a penny novelette without money to put heart in you? Invention, energy, wit, style, charm - they've all got to be paid for in hard cash."

George Orwell, Keep the Apidistra Flying

13 de maio de 2009

2am e pah

quando fica assim muito tarde e eu ainda estou acordada e bate fome me dá vontade de fazer concretismo

bleh

Não tive, como ela, o sabor de ser o conteúdo das músicas de minha banda preferida. Não que fosse para si que as escrevessem, mas era ela que cantavam, soubessem ou não. Digo ainda que para seu próprio bem desconheciam sua existência, jamais pode ser bom que seu lirismo tenha presença física, que dirá que se mexa, rebole, converse e tenha um corpo já tão maldoso aos dezoito quanto o seu. Já aos quinze era responsável pelo desmoronamento de homens de 30, e aos doze enfeitiçava os que as primas de vinte e um não chamavam a atenção.

Encantou-me porque eu já não tinha o que fazer no fim da noite de sábado, quando os outros já não faziam sentido por excesso de copos. Pus-lhe numa conversa porque me parecia maldosa, e quis com curiosidade e deboche saber por que motivo poderia se dizer interessante além da boca e dos olhos.

Mexia com as mãos a mesa, o copo, os isqueiros, as cadeiras e os passantes. Não me respondia nada, me olhava, e por me olhar com seu par de olhos de menina se dizia ingênua. Por segundos, que não via passar, colocava seu par de olhos de mulher e sorria diferente, olhos e dentes em soslaio, e era como se mentalmente anotasse algo para pôr em seu diário de confissões e vitórias.

Natalie Portman's

Chequem "Natalie Portman's Shaved Head".
paz de cristo

7 de maio de 2009

...

Não tenho a mínima idéia de quê estou me convencendo. Não sei em que momento achei que girar em torno do próprio umbigo seria bom. Faço círculos lindos, maravilhosos. Concêntricos. Uma órbita magnífica para atrair a mim mesma. E no fim das contas ainda não me acho mais que metafísica e foricamente enfadonha.
Queria ver com clareza de que forma as coisas estão me afetando, queria ver no claro o que é que de fato estou tentando descobrir e arrumar. Vou saber ainda, acho, o que penso realmente e não pintá-lo de outra cor de acordo com o que o outro acha bonito. Mas e fazer planos? Sabe lá se conseguirei. Acho esse caminhar daqui pra lá de lá pra cá tão gostoso e certo, acho as coisas caminharem sem serem empurradas de um agrado quase de mãe... Mas vai ver - tenho visto -, eu desespero antes da hora. Por hora, agora, não estou indo pelo teste de mim mesma. O que quero e o qual será o novo caminhar? Essa coisa de colocar inícios em grandes momentos ou mudanças de tempo. De aliar mudança de tempo à grandes momentos.

Semana retrasada era outra vida. Retrasada ou passada, perdi a noção do tempo, já parece tanto. Completamente diferente. Completamente. Cem por cento. Quero saber com clareza o que essa mudança fez em mim. Se de fora estou esquisita ou distante. Acho que tenho estado elétrica. Frenética. Quero que isso acabe. Termino agora todos os dias pensando em quando será que isso vai acabar, quando esse novo momento será outro. Que se deve vir outra realidade, que venha logo. Não gosto de ficar no limbo se não sou eu quem conta as horas com êxtase e ansiedade. Conto as horas com o estômago, e vira e mexe com as bolsas sob os olhos. Tenho-as sentido contraírem involuntariamente, e às vezes acho os cantos dos olhos ardendo como se fosse chorar. De forma engraçada, estou sozinha. Estou porque quero estar. Ninguém mais me atinge nesse meu pedestal donde fico me pensando deus, tudo vendo, nada tocando. Minhas mãos estão estranhas, ganharam vida própria. Enquanto me abstendo de estar, pensar e realmente ver, elas caminham sem meu consentimento, sentem pele e cheiro, matam saudades vindouras, denunciam, além de tudo, que nunca sei bem me esconder. Também parte do meu osso da clavícula acordou para a nova realidade. O outro lado dela continua esnobe e sonolento, alheio a tudo isso. Não o invejo. Fico vendo esses últimos momentos desses corpos andando dessa forma pela UnB, e vou encontrando novos tipos de amizade por empatia aqui e ali. Coisas nunca antes feitas.

Outro dia lembrei daquela visão de eu recebendo um prêmio por qualquer produção audiovisual, sozinha, e elaborei um discurso pra ela. Pensei exatamente no que falaria. Soube, ao menos naquele momento, do sentimento do outro lado do mundo que não terá mais muito quarto se um dia ela vier. Pensei de novo se não faço grandes dramas e antecipações. Sou como um Shakespeare vidente, mas sem a enorme pica literária(pica mesmo, de pinto) - ou ao menos a capacidade de impressionar.

Estou elétrica. Afoita, atônita, atômica, estufetada. Estou calada; e falo muito para não me descobrirem. Falo muito sempre, anyway, é facil não ser descoberto. Estou surda também, às vezes simplesmente não ouço. Eu e Dena, pequena delícia de queijo, rindo para não ouvirmos, ou não nos absorvermos, ou não pensarmos. Nossa eficiência aumentando estrambólicamente; eu só quero que isso acabe. Acho que ela também. De repente o que era muito tempo é pouco tempo. Tudo é tão pouco tempo. Ao mesmo tempo é muito, podia tudo acabar logo. Por enquanto não começa nem termina. Ao menos se começasse, acho que estaríamos todos calados já, e seria mais simples e próprio.

Estou um pouco de gesso e há coisas que não quero ouvir. No momento acho que só quero ouvir mamãe, prestar mais atenção aos meus pais, tirar minha carteira de motorista, completar vinte anos, ir ao churrasco de Sociais, dormir um pouco e chorar logo essa porra.

p.s. de evolução: finalmente descolei o pejorativo de colocar pai e mãe no diminutivo

2 de maio de 2009

It looms.

23 de abril de 2009

O blábláblá medroso da reviravolta dos falsos manetas e/ou a tentativa de usar sutiãs 92

Toma o meu violão,/ que apesar do samba que não sei fazer
Tens minha mão,/ improdutiva e clichê,
Que se diz feliz de lhe contar as histórias das coisas que (/com as quais me) fiz [continuaçãoemaberto]

sentimentally tuna

(Eu)Sentimental como atuns; realmente, imagino que eles sejam realmente melodramáticos e terminem relacionamentos com uma facilidade quase doentia, estilo uma grande loucura massificada, que logo então não é loucura. Também atuns me parecem criaturas blasés. Não, sério, imagina um atum feliz - não, um atum é blasé. Vai pensando, imagina que você é um atum, não te parece razoável simplesmente abrir mão daquilo que não é agradável e olhar com cara de tranqüila e desinteressada bosta? Quer dizer, aquilo cuja agradabilidade cai agora para os menos de cinqüenta por cento. E, sei lá, "we were fish once, long ago, before we were apes" dito de uma forma muito certeira (e certamente desprovida de qualquer comprovação científica - que também, vamos lá, inventa o que quer por não ter mais o que fazer) pode ser engolido, ou ao menos ignorado sem que quem o disse perca qualquer gradação de credibilidade. De qualquer forma, sentimentalmente pertencente à classe dos peixes, ouvi me dizer que fosse embora, realmente, que tivesse os ovos em outro lugar e que pouco se importava se deles fosse feito caviar. Quer dizer, não sei se caviar é feito de ovas de atum, acho que não, mas o caso é que a cria seria tida em qualquer lugar que não o habitual, e, se já é estranho sair assim de casa sem mais nem menos, imagine com filhos! Pois bem, mala, cuia e ovas saíram de casa e foram sabe-se lá para onde, nem se morreram é conhecido. Daí você tira não que é desumano(? eram peixes. enfim.) mandar embora antigas e calorosas fotografias, ou ainda aquecê-las ainda mais jogando-as ao fogo, hehe, mas que pode ser razoavelmente justificado se inclusive outra classe de animais o faz com sobriedade e segurança! É, pois é! Pois que, então, sentimentalmente um atum, é possível fazer de tudo e mais um pouco, inclusive sentido com um texto desse. (14/01/09, 20:14, etc e tal)

15 de abril de 2009

Teve coragem, pegou a arma e finalmente deu-se o lendário tiro na boca sobre o qual falara por anos.