Quando abri o presente e li a dedicatória... nem sei dizer se sei dizer. Dizia (ou assim eu li):
Não consigo esquecer você, embora não tenha nada para lembrar. Não vivemos no corpo ainda tudo o que vivi na mente. Mas também não posso dizer que você habita uma área enorme dos meus pensamentos: na verdade é dizer que você transita com uma impressionante velocidade entre os pensamentos que tenho. De repente, lá está você. Muitas das vezes apenas sentada em uma cadeira no canto da cena a espiar o transcorrer das minhas ideias. Noutras vezes, enorme, sobre mim, num primeiríssimo plano que toma tudo o que vejo. Noutras ainda, sou eu quem procuro e você não estava, e assim você vem. Este presente que lhe entrego é na verdade apenas um pretexto para me dar e assim saber que de algum modo você também me tem. Boas festas.
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